sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Meio dia na Gaiola

Eu não sou errado e também não estou certo
Sou meio avesso e me desmeço
Como pássaros cegos, esfomeados e secos
Beliscando vidro, em gaiolas enfim presos

Como a carne que queima nessa hora
Que com sangue escorre mais é do chão que brota
Cadeiras vermelhas de velhas
Sentadas no teto cavalgando os quatro em celas

Visitem o meu deserto
Andei pelo meu mar de areia
Sinta sede de ser amado

Nade em circulos nesse chão
Abra a mente sinta fome e coma um pão
Amassado e esquecido refletindo pássaros que não podem voar

Elissandro Ferreira

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